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Seguro de vida protege a família em vida

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duas mãos protegendo familia e a casa

O seguro de vida ainda é visto por muitos consumidores como algo ligado apenas à morte. Mas, segundo Gustavo Queiroga, especialista em seguros, o produto pode proteger a renda, apoiar a família em momentos difíceis e fazer parte do planejamento financeiro



Resumo

  • Seguro de vida vai além da indenização por morte.
  • Coberturas podem incluir doenças graves, invalidez e internações.
  • Produto exige comparação, leitura de contrato e orientação.
  • Educação financeira ajuda o consumidor a escolher melhor.
  • Proteção pode apoiar o planejamento familiar.


Você já pensou no que aconteceria com a renda da sua família se um imprevisto grave atingisse a casa? Para muitos brasileiros, essa pergunta só aparece tarde demais. Por isso, o seguro de vida começa a ganhar outro sentido: menos associado apenas à morte e mais ligado à proteção financeira em diferentes fases da vida.

O tema tem crescido no Brasil. O mercado de seguro de vida avançou mais de 21% em 2024, dados atribuídos à Fenaprevi e à Superintendência de Seguros Privados (Susep). Ainda assim, a percepção do consumidor continua limitada. Muita gente enxerga o produto como algo distante, caro ou útil apenas para os herdeiros.

Na avaliação de Gustavo Queiroga, especialista em seguros, essa visão passa pela falta de educação financeira. “Indivíduos que não possuem essa educação estão à deriva, sujeitos a impactos de situações acidentais ou de saúde, que afetam não só a própria vida, mas também a rotina e a vida financeira de quem está ao redor”, afirma.


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Como o seguro pode ajudar em vida

O seguro de vida pode ter coberturas para situações que acontecem ainda em vida. Entre elas estão doenças graves, invalidez, internações, cirurgias e perda de autonomia. Nesses casos, a indenização pode ajudar a manter despesas essenciais, reorganizar a rotina e dar fôlego financeiro à família.

“O seguro não está ligado apenas ao falecimento. Ele pode cobrir diagnóstico de doenças graves, internações, cirurgias, invalidez e perda de autonomia, oferecendo suporte financeiro em momentos críticos”, explica Queiroga.

Na prática, isso significa que o consumidor precisa olhar o produto como parte do planejamento familiar. No curto prazo, ele pode garantir liquidez em uma emergência. No médio prazo, pode ajudar a preservar projetos, como a educação dos filhos. No longo prazo, pode contribuir para a sucessão patrimonial.

O que observar antes de contratar seguro de vida

Antes de contratar um seguro de vida, o consumidor deve comparar coberturas, exclusões, carências, valor da indenização, prazo de vigência e regras para acionamento. Também é importante entender quem serão os beneficiários e manter essas informações atualizadas.

Outro cuidado é evitar contratar apenas pelo preço. Um seguro barato pode ter cobertura limitada. Por isso, vale perguntar: em quais situações minha família receberia a indenização? Quais eventos ficam fora? O valor contratado cobre despesas reais da casa?

Queiroga resume a mudança de visão: “Quem se protege está investindo na tranquilidade. Não se trata apenas de uma despesa, mas da garantia de liquidez financeira para enfrentar períodos difíceis e manter a estabilidade familiar”.

Orientação ao consumidor

Antes de assinar, leia a proposta, peça explicações por escrito e confira se a seguradora é autorizada pela Susep. Também vale buscar orientação especializada para escolher uma cobertura compatível com renda, idade, dependentes e objetivos familiares.

Texto: Angela Crespo

Imagem: Freepik

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