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Brasileiro ainda não aderiu ao seguro odontológico

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Júlio Cesar Felipe, da Caixa Seguros Odonto, explica como contratar seguro odontológico | Foto: Patrick Ribeiro, Mega Brasil

Como contratar, carência e coberturas do seguro odontológico serão explicadas pelor executivo da Caixa Seguradora Odonto, Júlio Cesar Felipe

Só 10% dos brasileiros contam com um plano ou seguro odontológico. Nos Estados Unidos, este número é de 60%. Boa parte dos que contratam, aqui, é em decorrência de um problema odontológico pontual. Compra, usa enquanto tem dor ou algum problema e depois abandona o pagamento. Quando precisa novamente, faz um novo contrato.


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Esse comportamento do brasileiro com relação ao seguro ou plano odontológico é explicado por Júlio Cesar Felipe, CEO da Caixa Seguradora Odonto, executivo que estruturou a unidade de negócios Odonto da Caixa Seguradora, empresa formada pela associação da CNP Assurances (francesa) e a Caixa Econômica Federal. Ele é o entrevistado do programa Consumo em Pauta desta segunda, na Rádio Mega Brasil Online, comandado por Angela Crespo, que também é editora de conteúdo do site Consumo em Pauta.

Durante a entrevista, Felipe dá detalhes sobre a contratação, cobertura, carência, atendimento e afirma que a Caixa Seguradora Odonto vem realizando ações constantes para aumentar o número de segurados individuais. No ano passado, a empresa experimentou crescimento de 19% no segmento e continuará apostando no aumento de adesões individuais em 2017. “Temos muito caminho a crescer neste tipo de seguro. No Brasil, são 22 milhões de conveniados, muito abaixo do seguro e plano de saúde, que somam 50 milhões de usuários.”

Como contratar seguro odontológico

A contratação de um seguro odontológico não é complicada. Não precisa nem mesmo ter um corretor. O da Caixa é comercializado nas agências da Caixa Econômica Federal e em redes varejistas. Mas esta facilidade não justifica aderir a um seguro odonto para usar somente quando se precisa. Até porque, explica o executivo, há carências a serem cumpridas, de 60 dias. “Para urgência e emergência, o prazo é de 24 horas. Mas neste atendimento, o dentista irá atuar apenas para eliminar a dor. Caso haja necessidade de um tratamento de canal, por exemplo, o paciente terá de esperar vencer os dois meses de carência.”

Quanto à cobertura, os planos e seguros odontológicos cumprem o determinado no rol mínimo de procedimentos da ANS. Isso representa 99% dos procedimentos. O 1% não coberto é de manutenção ortodôntica e próteses mais sofisticadas, como as de porcelana.

Custo acessível

O custo, conforme o executivo da Caixa Seguradora Odonto, é acessível. Com a vantagem de reembolso das despesas caso o segurado opte por ser atendido por seu dentista particular em vez de usar a rede credenciada. E é isso que difere o seguro do plano odontológico. Neste último, os conveniados só podem usar a rede credenciada.

“O reembolso é uma média da tabela que pagamos para nossos dentistas. Isso faz parte do modelo do negócio. Não arcamos com o valor integral que o dentista particular cobra”, destaca Felipe.

Práticas abusivas

Os conveniados a seguros ou planos odontológicos reclamam bastante que os dentistas colocam restrições em atendê-los, cobram “por fora” um plus para determinados procedimentos e usam material inferior nos tratamentos. Quanto a este último ponto, o executivo da Caixa ressalta que isto é mentira. Segundo Felipe não existe material de melhor ou pior qualidade. Resina para restauração, por exemplo, é uma só. Sobre a cobrança de valores extras, o executivo afirma que a Caixa Seguradora Odonto não admite este tipo de comportamento por parte dos profissionais credenciados e incentiva seus conveniados a denunciarem esta prática. Tanto que disponibiliza um espaço em seu site para que os clientes registrem as denúncias, que são apuradas e, se verdadeiras, a empresa obriga o dentista a devolver o dinheiro cobrado a mais.

A empresa também comercializa seguro odontológico corporativo, adquirido pelas empresas como benefício a seus funcionários. No caso de desligamento do trabalho, a pessoa pode continuar com o seguro desde que assuma o pagamento do empregador. Para ter direito à continuidade, o funcionário deve ter contribuído com parte do pagamento enquanto era empregado, a exemplo do que ocorre com os planos de saúde.

A entrevista do executivo da Caixa Seguradora Odonto vai ao ar às 16 horas, com reapresentações na terça, às 19 horas, e na quarta, às 9 horas.

Por Angela Crespo

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