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O mundo virtual tem um alvo fácil: os idosos

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Idosos são vítimas fáceis para golpistas virtuais

O mundo virtual tem um alvo fácil: os idosos. Eles procuram por ofertas de medicamentos e produtos, notícias sobre saúde e esportes, entretenimento e teleconsultas, entre outros. Os idosos migraram para o online e, com os recentes vazamentos de dados via internet, ficaram desprotegidos e na mira de golpistas; precisam aprender a se proteger ou ter ajuda para isso

O mundo virtual tem um alvo fácil: os idosos. De repente, todo mundo virou virtual.  Primeiramente, os mais jovens e os nerds. Depois, a internet foi atraindo cada vez mais públicos. Apesar de os idosos demorarem mais para navegar por ela, acabaram, enfim, atraídos por esse mar de informações. Em contrapartida, o online também chamou a atenção de quem viu ali uma forma de dar golpes. Como resultado, nesse meio tempo, o idoso se tornou um ponto bastante vulnerável do world wide web, ou seja, da rede mundial de computadores interligados.

A busca por ofertas para compras de medicamentos e produtos dos supermercados, conversas com familiares e amigos, acompanhamento de notícias sobre política, esportes e saúde, exibição de filmes e peças de teatro, aulas didáticas e informais e até telemedicina, entre tantos outros recursos disponíveis, fizeram o idoso se conectar, se expor mais. E, além disso, com os constantes vazamentos de dados, ele ficou, por consequência, desprotegido. Para variar, pessoas e grupos, que nem sempre estão do “lado bom da força”, viram nos idosos um alvo fácil para crimes cibernéticos. E, em conclusão, tiram proveito disso prejudicando quem está sob sua mira.

O mundo virtual tem um alvo fácil: os idosos

Certamente, eles não são os únicos a cair em golpes. Todos conhecemos adultos mais jovens e espertos que caíram em armadilhas, porque não distinguiram a fraude de algo legítimo, real. Mas, contudo, os idosos são mais vulneráveis.

“A situação beira ao completo desequilíbrio, porque de uma hora para a outra fomos jogados para uma realidade digital, à qual não estávamos acostumados”, explica Renata Abalém, advogada especialista em direito do consumidor. “Se nem os adultos estavam habituados, imagine a dificuldade que estão enfrentando os idosos acima de 80, 85 anos!”.

Um levantamento da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) revela que, durante o isolamento social devido à pandemia do Coronavírus, houve um aumento de 60% em tentativas de golpes financeiros contra idosos. Dessas fraudes, 70% estão vinculadas à engenharia social, que acontece quando o usuário é induzido pelo estelionatário a informar seus códigos e senhas, por meio da manipulação psicológica, transmitindo segurança e confiança. E muito mais: conseguem fazê-lo seguir um passo a passo para fornecer informações bancárias.

Para piorar, segundo Renata Abalém, há a questão dos recentes vazamentos de dados via internet. “Os dados estão com os bandidos; os idosos estão desprotegidos, porque têm direito e viajam pelas redes sociais e plataformas.  No celular, ainda temos o whatsapp que eles têm conseguido acessar e falar com as vítimas”, resume.

Realmente, o mundo virtual tem um alvo fácil: os idosos, sobretudo aqueles que têm autonomia e se consideram autossuficientes em questões como às de aspecto financeiro podem estar, justamente, mais vulneráveis

O golpe do motoboy

A especialista também comenta sobre um dos golpes que mais tem se multiplicado ultimamente – o golpe do motoboy.  Com as informações pessoais, devido ao vazamento virtual de dados, inclusive das maiores instituições financeiras do Brasil, os bandidos telefonam e falam com os idosos, mandam um motoqueiro até a casa dos longevos, pegam a senha do cartão de crédito e saem adquirindo R$ 100, R$ 200, R$ 300 mil em compras.

“A jurisprudência tem pacificado o entendimento sobre essa questão. Anteriormente, o entendimento judicial era que se a pessoa deu a senha o banco não tinha necessidade de se responsabilizar. Hoje mudou o entendimento. A partir do momento em que o bandido chega até a casa do idoso é porque o banco permitiu, não guardou nem protegeu os dados.”


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Filhos, cuidadores e responsáveis

E o que podemos fazer para proteger os idosos? Quais cuidados eles devem ter?

Para Renata Abalém, “ou se ensina a esse idoso o que ele deve e o que não deve fazer, claro, resguardando sua privacidade”. A advogada comenta que é muito difícil chegar numa certa idade e ver as pessoas mandando na gente. “É bem complicado isso. Mas os filhos, cuidadores, responsáveis têm que fazer frente a esse cuidado”, opina.

Da mesma forma, ela complementa que se não houver uma forma de trabalhar a educação desse idoso para que use a internet de forma segura, é recomendado, sobretudo, utilizá-la em seu lugar.

Dicas para o longevo não cair em golpes online

Como conseguir uma proteção eficiente na internet para os idosos?

– evitar usar redes Wi-Fi públicas;

– não usar senhas fáceis e repetidas nas contas;

– tomar cuidado com a divulgação dos dados pessoais;

– ter um bom antivírus;

– fazer autenticação em duas etapas (um código é enviado para o celular);

– não clicar em mensagens estranhas nem em links de promoções de produtos com preços muito baixos;

– não fazer compras online de lojas que não tenham selo de confiabilidade. Pesquisar no site do Reclame Aqui se a situação do estabelecimento está OK;

–  ficar atento à fatura do cartão de crédito e reclamar para a central de atendimento ou para o seu gerente sobre valores de pagamento lançados nela sem que você reconheça.

 

Por Raquel Budow

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